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  • Tertúlia Narrativa

10 Dicas de Roteiro com Billy Wilder


Dia 22 de junho o mundo do cinema comemora o aniversário de Billy Wilder. Roteirista em Berlim, migrou para Hollywood, assim como centenas de outros talentos europeus da época, fugindo da Guerra, na qual perdeu a mãe e os avós em Auschwitz. Chegou nos Estados Unidos sem mal saber falar inglês e conseguiu seus primeiros empregos com a ajuda de Peter Lorre. Acabou por se tornar um dos nomes mais importantes do cinema americano.

Adorava escrever com parceiros, mas quase todos eles reclamaram de seu temperamento. Passou por diversos gêneros e sempre os dominou com destreza absoluta. Wilder era antes de tudo um contador de história - e em sua lápide jaz com a inscrição "I'm a writer but then nodoby's perfect"- uma referência a sua paixão, aos seus diálogos afiadíssimos e ao seu senso de humor cativante.

Wilder já tinha 90 anos, quando Cameron Crowe o convidou para uma pequena participação em Jerry Maguire. Wilder não aceitou, mas uma amizade surgiu entre ambos e resultou no belo livro "Conversations with Wilder", publicado em 1999. De lá, retiramos 10 dicas de storytelling do mestre.

1: O público é inconstante;

2: Segure-os pelo pescoço e nunca solte;

3: Desenvolva uma linha limpa de ação para o seu personagem principal;

4: Saiba onde você está indo;

5: Quanto mais elegante e sutil você é em esconder seus pontos da trama, melhor você é como escritor;

6: Se você tem um problema com o terceiro ato, o verdadeiro problema está no primeiro ato;

7: Uma dica de Lubitsch: "Deixe o público somar dois mais dois. Eles vão te amar para sempre.";

8: Ao fazer voice-overs, tenha cuidado para não descrever o que o público já vê. Acrescente ao que eles estão vendo;

9: O evento que ocorre no segundo ato desencadeia o final do filme;

10: O terceiro ato deve construir, construir, construir, em ritmo e ação até o último evento, e depois - é isso. Não fique divagando.

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